Projeto apoiado pelo Vaticano no Peru destina-se a todas as crianças doentes, independentemente da sua situação económica e do seu local de origem
Projeto apoiado pelo Vaticano no Peru destina-se a todas as crianças doentes, independentemente da sua situação económica e do seu local de origemDepois do México, dos Estados Unidos da américa e do Egito, o Peru será o quarto país a receber um hospital sem fins lucrativos, apoiado pela Santa Sé, para o tratamento das crianças mais vulneráveis que sofrem com cancro na américa do Sul.com o nome Vidawasi (Casa da vida, em português), o novo hospital pediátrico vai localizar-se no Vale Sagrado dos Incas, em Cusco.
O evento de apresentação do projeto ao país decorreu no final da última semana, com a participação de Nicola Girasoli, núncio apostólico no Peru, e de Richard alarcón, arcebispo de Cusco. Para Nicola Girasoli, a nova estrutura é uma bênção para todos os peruanos, já que é um trabalho feito com coração e solidariedade, onde todos os pequenos doentes com cancro encontrarão o tratamento e a tranquilidade necessárias nessa fase, graças à posição estratégica do hospital.
a cerimónia contou também com a participação das autoridades locais, de representantes de instituições, e ainda com a presença de Marina Cano e Jesús Dongo, empreendedores sociais que tomaram a iniciativa de construir o futuro Vidawasi. a obra vai contar com a colaboração de parceiros internacionais.
O tratamento disponibilizado no novo espaço será de alta qualidade, de forma a melhorar a sobrevivência e a diminuir as taxas de abandono e de mortalidade infantil. De acordo com dados disponibilizados no website do projeto, a cada dois minutos uma criança é diagnosticada com cancro no mundo e cerca de 800 não chegam a deslocar-se até a um hospital.
O espaço hospitalar está em construção, sendo que áreas complementares já estão prontas, uma vez que o Vidawasi disponibilizará também vilas médicas e de voluntariado, uma capela, hotel para os familiares, clínica de tratamento, praça e salas de reuniões. Não faltarão as atividades culturais, conforme indicam os serviços de comunicação do Vaticano.