O Comité Internacional da Cruz Vermelha voltou a poder visitar os prisioneiros militares no Nepal, depois de uma interrupção de quase nove meses.
O Comité Internacional da Cruz Vermelha voltou a poder visitar os prisioneiros militares no Nepal, depois de uma interrupção de quase nove meses. Em Maio 2005, o Comité Internacional da Cruz Vermelha (CICV) interrompeu a observação das instalações do Exército Real do Nepal (ERN) depois deste alegadamente não ter cumprido todos os acordos que regulam as visitas. a maior parte dos prisioneiros são líderes maoí­stas e suspeitos de dar apoio aos rebeldes que há mais de uma década lutam para derrubar a monarquia. Segundo grupos dos direitos humanos, alguns detidos permaneceram aí­ por longos períodos sem qualquer forma de julgamento.
O CICV é a única organização internacional que tem acesso aos detidos. Segundo o acordo com o ERN, desde 2002 que a organização tem permissão para visitar qualquer prisioneiro militar e falar com ele em privado. Também podem entregar mensagens de amigos e familiares aos detidos. apesar da interrupção, o ERN continuou a trabalhar com a Cruz Vermelha e estabeleceu um grupo de trabalho para discutir violações das convenções de Genebra nos lugares de detenção.
“Chegamos a acordo e o problema já foi resolvido. Estamos optimistas de que as nossas modalidades de trabalho serão respeitadas e aceites”, disse Giuseppe Polgliari, delegado de comunicação do CICV. a organização vai continuar a entregar ao governo de modo confidencial as conclusões e recomendações dobre a condição dos detidos militares.

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