Conjunto de sanções imposto pelos Estados Unidos da américa não prevê medidas para minimizar o impacto na população. acesso à saúde e à alimentação podem ficar ainda mais complicados
Conjunto de sanções imposto pelos Estados Unidos da américa não prevê medidas para minimizar o impacto na população. acesso à saúde e à alimentação podem ficar ainda mais complicados a alta comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, manifestou-se profundamente preocupada com o impacto potencialmente severo que o novo pacote de sanções imposto esta semana pelos Estados Unidos da américa à Venezuela possa vir a ter nos direitos dos venezuelanos, especialmente os mais vulneráveis. Estas sanções são extremamente abrangentes e não contêm as medidas suficientes para mitigar o impacto na população mais vulnerável. Temo que tenham implicações maiores nos direitos à saúde e à alimentação, em particular num país onde já existe uma séria situação de escassez de bens essenciais, alertou a responsável. Segundo Bachelet, a economia venezuelana sofreu uma contração de 47,6 por cento entre 2013 e 2018, de acordo com as cifras oficiais, e com as novas sanções que restringem ainda mais a atividade económica, as companhias e as instituições financeiras poderão ser cautelosas e suspender completamente as transações relacionadas com o governo da Venezuela, para evitarem penalizações. a alta comissária recordou que as causas da crise económica no país são anteriores à imposição de sanções económicas, mas sublinhou que estas estão a agravar os efeitos da grave crise – e por consequência a situação humanitária -, dado que a maioria das divisas externas eram provenientes de petróleo, muitas das quais relacionadas com o mercado norte-americano.