Relatório anual do secretário-geral das Nações Unidas revela que 2018 foi o ano com os índices mais altos de crianças assassinadas ou feridos em conflitos armados
Relatório anual do secretário-geral das Nações Unidas revela que 2018 foi o ano com os índices mais altos de crianças assassinadas ou feridos em conflitos armados Mais de 24 mil menores foram assassinados, feridos, mutilados, recrutados à força e sequestrados, ou sofreram abusos sexuais e outras violações dos seus direitos humanos durante o ano de 2018, segundo o último relatório anual do secretário-geral das Nações Unidas sobre crianças e conflitos armados. Deste total, mais de metade correspondem a mortes ou ferimentos graves, principalmente por incidentes de fogo cruzado, restos de explosivos, minas terrestres e outras ações de combate praticadas tanto por grupos não estatais, como por atores estatais e forças multinacionais. Os números convertem o ano passado no mais letal para as crianças em contexto de conflito. É muito triste que as crianças continuem a ser desproporcionalmente afetadas pelos conflitos armados, e é horrível vê-los assassinados e mutilados em resultado das hostilidades. É imperativo que todas as partes deem prioridade à proteção dos menores, exige Virginia Gamba, representante especial da ONU para a questão das crianças e os conflitos armados. O secretário-geral da ONU, por sua vez, classificou estes números como dolorosos e reforçou a opinião da sua representante em relação à necessidade das partes em conflito garantirem o cumprimento das suas obrigações de acordo com o direito internacional, incluindo o respeito e a proteção especiais que o direito internacional humanitário garante às crianças afetadas por conflitos armados. Segundo relatório, a pior situação verificou-se na Somália, onde mais de 1. 000 menores foram assassinados ou feridos, 2. 300 foram recrutados à força, 375 foram detidos e 331 sofreram abusos sexuais. além disso, foram documentados 77 ataques contra escolas e 14 contra hospitais.