Saúde dos oceanos está fortemente ameaçada pela pesca ilegal e pela contaminação que os rios transportam para as zonas costeiras. Enviado especial da ONU pede medidas urgentes
Saúde dos oceanos está fortemente ameaçada pela pesca ilegal e pela contaminação que os rios transportam para as zonas costeiras. Enviado especial da ONU pede medidas urgentes a pesca ilegal transformou-se numa dor de cabeça, pois representa 20 por cento da atividade pesqueira mundial e não só põe em perigo a vida marinha, mas também se associa a outros crimes como o contrabando de drogas e de pessoas, alertou esta semana o enviado especial da ONU para os oceanos, durante uma conferência em Santiago, no Chile. De acordo com Peter Thomson, perdem-se por ano cerca de 20 mil milhões de euros com a pesca ilegal, sendo que 60 por cento desse montante corresponde ao oceano Pacífico. Temos que procurar travar esta atividade ilegal e controlar o stock de pesca existente, aconselhou o especialista. a Organização das Nações Unidas para a alimentação e agricultura (FaO) reuniu em junho passado, no Chile, uma centena de países para acertar um maior controlo portuário sobre embarcações suspeitas e impedir o desembarque caso existam suspeitas sobre a sua carga. Em relação à poluição, Thomson alertou para existência de umas 500 zonas mortas nos oceanos, nas quais não há nenhum tipo de vida devido à falta de oxigénio e à penetração do sol nas profundezas. Isto deve-se, segundo o especialista, aos contaminantes industriais, fertilizantes, crude e dejetos das cidades costeiras, que são arrastados sem nenhum tratamento pela corrente dos rios que desaguam nos mares. a este problema junta-se o da contaminação marítima com plástico, o qual requer um maior compromisso da industria do setor, que para este ano prevê um aumento de 40 por cento na produção mundial. Há que procurar soluções que tenham que ver com a natureza, como a reprodução dos manguezais e o controlo das algas marinhas, investir na proteção dos depósitos de oral e em energia renovável, concluiu.