as novas punições aprovadas pelo Parlamento italiano, que incluem a apreensão das embarcações de resgate no mar Mediterrâneo, podem impedir futuras ações de salvamento
as novas punições aprovadas pelo Parlamento italiano, que incluem a apreensão das embarcações de resgate no mar Mediterrâneo, podem impedir futuras ações de salvamento O alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (aCNUR) condena as novas punições aprovadas pelo Parlamento de Itália para navios que entrarem com migrantes no país. Estão previstas multas de um milhão de euros e a apreensão imediata das embarcações. O papel das organizações não governamentais que socorrem navios no Mediterrâneo é inestimável para salvar vidas e o seu compromisso e humanidade não devem ser criminalizados ou estigmatizados, afirmam os responsáveis da agência. Em comunicado, o aCNUR alerta que esta medida pode impedir futuros esforços dos navios de socorro no Mediterrâneo e foi tomada num momento em que outros países europeus pararam com as atividades de resgate marítimo. a decisão dos deputados italianos, de resto, surge numa altura em que têm ocorrido várias tragédias na região do Mediterrâneo. Segundo a Organização Internacional para as Migrações (OIM), nos últimos dias registaram-se vários naufrágios, com destaque para o verificado e 25 de julho, na costa da Líbia, perto de al Khums, em que morreram cerca de 150 pessoas. Nos arredores da capital líbia, Tripoli, ocorrem confrontos envolvendo as forças do Exército Nacional Líbio do general Khalifa Haftar, que administra a cidade oriental de Bengazi. O aCNUR considera que a atual situação de segurança é extremamente volátil, e aliada aos relatos de violações generalizadas de direitos humanos e às detenções arbitrárias, destaca o fato de que o país não é um lugar seguro.