Equipas humanitárias reforçam medidas para tentar evitar a propagação da doença numa cidade com mais de dois milhões de habitantes. O surto já provocou mais de 1. 700 vítimas mortais
Equipas humanitárias reforçam medidas para tentar evitar a propagação da doença numa cidade com mais de dois milhões de habitantes. O surto já provocou mais de 1. 700 vítimas mortais a Organização Mundial de Saúde (OMS) confirmou esta quarta-feira, 31 de julho, um segundo caso de ébola detetado na cidade de Goma, na República Democrática do Congo (RDC). O paciente havia viajado de uma área de mineração na província de Ituri, na região nordeste do país, e colocou as equipas humanitárias em alerta para tentarem impedir a propagação do vírus, numa área urbana com mais de dois milhões de habitantes. Em comunicado, a OMS explica que este caso, aparentemente, não tem ligação com o primeiro, registado no início de julho. Logo que foi confirmada a infeção, o doente foi isolado num centro de tratamento. O atual surto de ébola na RDC é considerado o segundo mais mortal da história, com quase 3. 000 contaminações e 1. 709 óbitos, desde agosto do ano passado. Depois do primeiro caso detetado em Goma, uma cidade que está na fronteira com o Ruanda, a OMS declarou a epidemia como uma emergência de atenção internacional. Nos locais de risco está a ser usada uma vacina experimental considerada eficaz contra o vírus. Mas as ações para conter o surto são marcadas por desafios sem precedentes que incluem ataques de grupos rebeldes e resistência das comunidades das áreas que nunca haviam experimentado um surto da doença.