Há milhares de escolas fechadas e milhões de alunos sem aulas, o que pode fazer perder uma geração em termos de educação. Mais de 24 milhões de iemenitas precisam de assistência humanitária
Há milhares de escolas fechadas e milhões de alunos sem aulas, o que pode fazer perder uma geração em termos de educação. Mais de 24 milhões de iemenitas precisam de assistência humanitária a guerra civil que se arrasta no Iémen desde 2014 fez recuar o país duas décadas em termos de desenvolvimento e do acesso à educação, deixando milhões de pessoas em situação de crise humanitária e milhões de crianças sem poder frequentar a escola, alertou esta semana o administrador do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), achim Steiner. Mesmo antes do conflito entre os rebeldes huthis, apoiados pelo Irão, e as forças do Presidente abd Rabbo Mansur Hadi, o Iémen já era considerado o país mais pobre do mundo árabe. Os confrontos vieram agravar ainda mais a situação: um em cada três iemenitas corre o risco de morrer de fome. Os rebeldes controlam vastas áreas nas regiões oeste e norte do país, incluindo a capital iemenita, Sanaa, apesar do apoio às forças governamentais prestado por uma coligação militar, liderada pela arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos. De acordo com as organizações humanitárias presentes no terreno, o conflito já provocou a morte a dezenas de milhares de pessoas e obrigou 3,3 milhões de habitantes a abandonarem as suas casas. Pelo menos 24 milhões de pessoas, ou seja mais de dois terços da população, estão a precisar de assistência urgente.