Percentagem de vítimas infantis entre 2004 e 2016 mais do que duplicou, segundo dados do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime. Mais de 70 por cento das pessoas afetadas são mulheres e meninas
Percentagem de vítimas infantis entre 2004 e 2016 mais do que duplicou, segundo dados do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime. Mais de 70 por cento das pessoas afetadas são mulheres e meninas aproveitando a celebração do Dia Mundial de Combate ao Tráfico de Pessoas, que se assinala esta terça-feira, 30 de julho, o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC, na sigla em inglês), revelou que 72 por cento das vítimas de tráfico humano são mulheres e crianças e que a percentagem de vítimas infantis mais do que duplicou entre 2004 e 2016. O tráfico de pessoas é um crime hediondo que afeta todas as regiões do mundo. as vítimas mais comuns são traficadas para exploração sexual, para trabalhos forçados, recrutamento como crianças-soldados e outras formas de exploração e abuso. Os traficantes e grupos terroristas atacam os mais vulneráveis, desde pessoas em situação de pobreza até aqueles que estão em guerra ou que enfrentam discriminação, afirmou o secretário-geral da ONU, antónio Guterres, numa mensagem alusiva à efeméride. Segundo dados da agência das Nações Unidas, entre 2003 e 2016, foram identificadas 225 mil vítimas de tráfico. Em anos recentes, a proporção de pessoas que é traficada dentro do seu país aumentou para 58 por cento do total de vítimas. Para Yuri Fedotov, diretor executivo do UNODC, combater este flagelo significa construir uma sociedade que não deixa ninguém para trás. Já antónio Guterres reconhece que a maioria dos países tem as leis necessárias em vigor e alguns países realizaram recentemente as suas primeiras condenações, mas alerta que é preciso fazer mais para levar as redes de tráfico à justiça e, acima de tudo, garantir que as vítimas sejam identificadas e tenham acesso à proteção e aos serviços de que precisam.