Organização pretende colocar técnicos nas principais estradas das zonas mais afetadas, para detetar possíveis contágios, e envolver mais de 300 mil habitantes na luta contra a propagação do vírus
Organização pretende colocar técnicos nas principais estradas das zonas mais afetadas, para detetar possíveis contágios, e envolver mais de 300 mil habitantes na luta contra a propagação do vírus
a Cáritas Congo e as Cáritas locais lançaram um plano na República Democrática do Congo (RDC) para monitorizar a situação epidemiológica de mais de 160 mil viajantes e envolver cerca de 320 mil habitantes das regiões afetadas pelo ébola, para envolvê-los no combate à propagação da doença. No essencial, o projeto prevê a mobilização de técnicos para as principais estradas e locais públicos das zonas de Butembo, Masereka, Musienene e Ktawa, para detetarem possíveis contágios. Perante um caso suspeito, entrarão em contacto com o hospital mais próximo, e a pessoa será mantida em quarentena até que seja atendida por um médico. O maior desafio para fazer frente à epidemia do ébola na RDC, sobretudo nas províncias do Kivu Norte e Ituri, é a resistência aos conselhos das autoridades de saúde, por parte de uma boa parte da população. Na luta contra a doença, pode passar-se de 100 para 10 quanto ao número de casos, mas passar de 10 a zero é o passo mais difícil, admite o bispo de Butembo-Beni, Melquisedec Sikuli. Cientes das dificuldades, os responsáveis da Cáritas intensificaram a sua estratégia de comunicação, com o envio de dezenas de voluntários para as localidades, para apoiarem as equipas de divulgação. Não vamos abandoná-los. Esta relação de confiança entre as equipas de resposta e a população não teria lugar se os voluntários tivessem renunciado à luta contra os rumores, à desinformação e à resistência da população, sublinha o bispo.