autoridades estimam que existe mais de um milhar de Igrejas não registadas no país e acusam algumas delas de se aproveitarem do desespero e da pobreza das pessoas para extorsão
autoridades estimam que existe mais de um milhar de Igrejas não registadas no país e acusam algumas delas de se aproveitarem do desespero e da pobreza das pessoas para extorsão O governo de Moçambique está a preparar legislação para tentar travar o avanço descontrolado das confissões religiosas no país, acusando algumas delas de se desviarem do objetivo principal que seria criar um tecido ético e moral forte. Neste momento, estima-se que existem mais 1. 000 Igrejas não registadas, que em nome de Jesus, se aproveitam para extorquir os crentes. algumas das confissões religiosas em atividade em Maputo, por exemplo, começaram a ser criadas em quintais, numa barraca arrendada ou até em lojas. Pouco a pouco, com as contribuições dos fiéis, conseguiram instalar-se em espaços maiores e de melhor qualidade, e mais crentes vão angariando. Segundo as autoridades, alguns pastores nem sequer têm formação para exercer a atividade. Em declarações aos repórteres da DW África, os crentes de várias Igrejas confessaram contribuir com o dízimo esperando que um dia Deus lhes abra o caminho. Estou a gastar muito dinheiro aqui, admitiu um deles, secundado por uma mulher que disse ter esperança que um dia a Igreja a vai ajudar. Os responsáveis pelas Igrejas que aceitaram falar para a reportagem, refutam as acusações do governo e garantem estar a atuar de acordo com a lei. Os donativos é o povo que dá, como o dízimo. O governo vive de donativos, das doações, dos impostos e nós não cobramos impostos. Nós só ensinamos e quem ouve a palavra, vive a palavra, justificou o pastor Leogival, da Igreja Mundial Poder de Deus.