análise de imagens satélite revela uma expansão dos focos de garimpo ilegal nos primeiros meses deste ano. indígenas atribuem estes avanços às declarações de Jair Bolsonaro a favor da exploração mineral
análise de imagens satélite revela uma expansão dos focos de garimpo ilegal nos primeiros meses deste ano. indígenas atribuem estes avanços às declarações de Jair Bolsonaro a favor da exploração mineral a comparação entre as imagens de satélite feitas em janeiro deste ano e as captadas recentemente na região da amazónia brasileira, nas unidades de conservação do Pará e Roraima, levou a BBC News Brasil a concluir que tem vindo a registar-se um aumento absurdo nas invasões por garimpeiros ilegais. O crescimento dos focos de garimpo ocorre num momento em que o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) mostra uma alta nos índices de destruição na amazónia e tem seu trabalho contestado pelo Presidente Jair Bolsonaro, para quem a divulgação de dados de desmatamento pode prejudicar o país em negociações internacionais. as declarações do governante em favor da exploração mineral em terras indígenas, de resto, são apontadas pelos indígenas e ambientalistas como um fator de estímulo para o aumento do garimpo ilegal. Os ativistas denunciam ainda o que consideram ser um abrandamento no combate aos crimes ambientais por parte do governo. a atividade foi monitorizada em três das terras indígenas brasileiras que mais sofrem com garimpos ilegais de ouro: a Kayapó, a Munduruku (ambas no Pará) e a Yanomami (em Roraima e no amazonas). Somados, os três territórios ocupam uma área equivalente à do estado de São Paulo e abrigam alguns dos espaços mais preservados da amazónia brasileira. a BBC comparou fotos de garimpos – identificados pela BBC ou por grupos que monitorizam a atividade – feitas no início do ano e nas últimas semanas, e nos três territórios analisados houve um aumento das manchas que indicam a ação de garimpeiros. O fenómeno ocorreu tanto em garimpos antigos, alguns criados há mais de uma década, como em garimpos recentes.