Nota da Conferência Episcopal de El Salvador manifesta especial apreensão pela situação em que se encontram as crianças nos centros de detenção, separados dos seus pais
Nota da Conferência Episcopal de El Salvador manifesta especial apreensão pela situação em que se encontram as crianças nos centros de detenção, separados dos seus pais Estamos preocupados pela grave situação em que vivem atualmente nos Estados Unidos da américa centenas de milhares de compatriotas. Pensamos, em primeiro lugar, nos que estão em risco de serem expulsos e nos que estão na fronteira desse país, em condições deploráveis, afirmam os bispos de El Salvador, numa declaração tornada pública pelo arcebispo de San Salvador. Num encontro com os jornalistas, José Luis Escobar alas, sublinhou a necessidade do Estado desenhar políticas focadas em resolver a crise migratória, assim como para proteger e defender os direitos de quem emigra. O fenómeno da imigração deve abordar-se a partir das bases, centrando-se nas causas que o geram, especialmente a violência e a pobreza, adiantou o prelado. Os bispos salvadorenhos sentiram-se particularmente comovidos pelo caso de Oscar Martínez e a sua filha Valeria, que se afogaram quando tentavam cruzar o Rio Grande, uma tragédia documentada por uma fotografia que causou indignação em todo o mundo: Estamos profundamente preocupados com a situação das crianças que sofrem todo o tipo de abusos nos centros de detenção, e sobretudo, a separação dos seus pais. O Presidente de El Salvador, Nayib Bukele, disse recentemente que segundo as estatísticas das autoridades norte-americanas, as caravanas de migrantes consistem em 40 por cento de hondurenhos, 40 por cento de guatemaltecos e apenas 11 por cento de salvadorenhos. Estima-se que mais de 2,5 milhões de naturais de El Salvador vivam nos Estados Unidos da américa, dos quais 179 mil têm estatuto de proteção temporária.