Numa carta aberta, o prelado expressa solidariedade à população e apela a uma reflexão profunda, que envolva o governo, as forças de segurança e as religiões, para a procura de soluções para o problema
Numa carta aberta, o prelado expressa solidariedade à população e apela a uma reflexão profunda, que envolva o governo, as forças de segurança e as religiões, para a procura de soluções para o problema O bispo da diocese moçambicana de Pemba, Luiz Fernando Lisboa, divulgou uma carta aberta, onde descreve como desolador o ambiente vivido nas comunidades da província de Cabo Delgado, por causa dos ataques violentos, e apela a uma resposta mais efetiva por parte do governo e das forças de segurança. Eu tenho visto o povo a sofrer, a andar sem rumo. alguns perderem a esperança, estão desanimados. Então, muitas vezes, nós precisamos ser a voz daqueles que não têm voz. É um momento forte de reflexão. É um momento, se necessário, de mudarmos de estratégias, de repensarmos, todos, as nossas ações – o governo, as forças de segurança, as religiões e todos os grupos envolvidos, adiantou o prelado, numa entrevista à DW África. Luiz Fernando Lisboa lamentou o ambiente dramático vivido pelas populações alvo de ataques desde 2017, e revelou que muitas das famílias estão a viver em casas de familiares, devido à insegurança nas suas aldeias de origem, o que faz aumentar os casos de fome e de abstinência escolar. Em relação à atuação das autoridades governamentais e policiais, o bispo perguntou, porque é que perante tanto sofrimento e um aparente descontrolo da situação de segurança, as autoridades criam um clima secretismo e não aceitam ajudas para as investigações.