Organização portuguesa a trabalhar em Moçambique denunciou o desvio de ajuda alimentar à polícia e os bens foram recuperados no mesmo dia. O material tinha sido levado por pessoal contratado para o apoio logístico
Organização portuguesa a trabalhar em Moçambique denunciou o desvio de ajuda alimentar à polícia e os bens foram recuperados no mesmo dia. O material tinha sido levado por pessoal contratado para o apoio logístico a organização não governamental (ONG) Oikos, que está a prestar ajuda humanitária à população afetada pelos ciclones, em Moçambique, denunciou esta semana o desvio de bens alimentares no centro de distribuição de Nhamatanda e revelou a forma como o material foi recuperado, ainda no mesmo dia, pelas autoridades policiais. Em comunicado, a direção da ONG explicou que o desvio foi detetado a semana passada, após a habitual monitorização e controle de stocks no final de um dia de distribuição. O caso foi comunicado de imediato ao doador – o Programa alimentar Mundial – e transmitido à polícia. Depois de várias diligências, as autoridades conseguiram recuperar a totalidade dos bens furtados (12 sacos de arroz, 11 sacos de feijão e 22 caixas de óleo alimentar) e identificar os responsáveis pelo furto, que se verificou tratar-se de pessoal contratado para o apoio logístico à operação. a ONG portuguesa aproveitou para realçar que pauta o seu funcionamento por um rigoroso sistema interno de monitorização e controlo, nas suas distribuições alimentares diárias, que incentiva, junto das comunidades, a denúncia de qualquer tipo de abuso ou exploração e não tolera qualquer tipo de fraude, corrupção, desvio de ajuda humanitária, suborno ou roubo.