apenas com três dias de pluviosidade intensa, as inundações e os deslizamentos de terras destruí­ram mais de 200 abrigos e deixaram feridas pelo menos 11 pessoas nos acampamentos de refugiados de Cox”s Bazar
apenas com três dias de pluviosidade intensa, as inundações e os deslizamentos de terras destruí­ram mais de 200 abrigos e deixaram feridas pelo menos 11 pessoas nos acampamentos de refugiados de Cox”s Bazarainda faltam quatro meses para terminar a época de monções e os problemas com as inundações e deslizamentos de terras já começaram a colocar em perigo os mais de 900 mil refugiados rohingya que vivem nos acampamentos de Cox”s Bazar, no Bangladesh. Nos últimos dias, a chuva intensa destruiu 273 abrigos e causou ferimentos em pelo menos 11 pessoas. Segundo informações do alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (aCNUR), que tem equipas no terreno a ajudar as famílias com necessidades urgentes, mais de 2. 000 pessoas tiveram que ser realojadas, porque os seus abrigos sofreram danos ou como medida de precaução. Isto apesar dos preparativos para a temporada de monções terem começado em janeiro, com a construção de barreiras de contenção e abertura de zonas de drenagem. Para a realização dos trabalhos, o Programa alimentar Mundial (PaM) deu emprego a 21 mil refugiados por mês, ao abrigo de um plano de dinheiro por trabalho. Quase dois anos após a chegada dos rohingya ao Bangladesh, devido à violência em Myanmar, a situação nos acampamentos continua muito crítica. Os refugiados continuam vulneráveis à insegurança alimentar e dependentes de ajuda humanitária. O PaM precisa de 21 milhões de euros por mês para alimentar os cerca de 900 mil deslocados e, sem o apoio contínuo da comunidade internacional, tudo se tornará cada vez mais terrível, sublinhou o porta-voz da agência, Herve Verhoosel.