após meses de tensão, os líderes do movimento de contestação e os representantes da junta militar chegaram a um acordo que prevê a constituição de um conselho soberano rotativo entre militares e civis
após meses de tensão, os líderes do movimento de contestação e os representantes da junta militar chegaram a um acordo que prevê a constituição de um conselho soberano rotativo entre militares e civis Com a mediação da Etiópia e da União africana (Ua), a junta militar no Sudão e os líderes do movimento de contestação chegaram a um acordo esta sexta-feira, 5 de julho, sobre o conselho que vai liderar a transição política, aceitando um poder partilhado entre militares e civis. O conteúdo do pacto ainda não é conhecido em pormenor, mas de acordo com a proposta dos mediadores, o Conselho Soberano deverá ser presidido inicialmente por um militar durante 18 meses, antes de um civil assumir o comando até ao final da transição. Os mediadores tinham reunido no início da semana, separadamente, com a junta militar e com a oposição, numa tentativa de aproximar as posições das partes no sentido da formação de um governo transitório que assuma o poder deixado pela queda do antigo Presidente sudanês Omar al Bashir, destituído no passado dia 11 de abril. as negociações entre a junta militar e as Forças da Liberdade e Mudança tinham falhado no início de junho, depois da remoção violenta do acampamento de protesto em frente ao quartel-general das Forças armadas em Cartum e da ação de repressão que se seguiu nas ruas da capital sudanesa, em que morreram mais de uma centena de pessoas, de acordo com a oposição.