Pacto entre os governos da República Centro-africana e Camarões, com o apoio do alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados, permitirá o regresso voluntário de mais de 295 mil pessoas
Pacto entre os governos da República Centro-africana e Camarões, com o apoio do alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados, permitirá o regresso voluntário de mais de 295 mil pessoas Há mais de 295 mil refugiados centro-africanos nos Camarões que podem regressar voluntariamente ao seu país de origem, ao abrigo de um acordo celebrado recentemente entre os governos da República Centro-africana (RCa) e Camarões, com o apoio do alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (aCNUR). O pacto estabelece os métodos para o retorno voluntário, com segurança e dignidade. a situação estabilizou-se definitivamente no país. as três partes envolvidas asseguram que os refugiados podem regressar aos seus lugares e foram tomadas medidas para acompanhá-los e reintegrá-los, explicou o representante do aCNUR em Bangui, capital da RCa. Segundo o responsável, mais de 450 mil centro-africanos encontram-se atualmente entre os Camarões, Chade, República do Congo e República Democrática do Congo. além destes, e apesar das eleições pacíficas em fevereiro de 2016, há mais de 450 mil deslocados internos. O ministro da administração Territorial dos Camarões, Paul Njia, recordou que o seu país abriu as portas a mais de 400 mil refugiados centro-africanos, e agradeceu ao aCNUR a ajuda oferecida para apoiar os refugiados e tentar manter a sua dignidade, apesar das dificuldades por eles vividas.