Há 13 milhões de pessoas na República Democrática do Congo em situação de insegurança alimentar e cinco milhões de crianças com subnutrição aguda. país enfrenta ainda um surto de ébola
Há 13 milhões de pessoas na República Democrática do Congo em situação de insegurança alimentar e cinco milhões de crianças com subnutrição aguda. país enfrenta ainda um surto de ébola O Programa alimentar Mundial (PaM) anunciou esta semana que vai triplicar a ajuda na província de Ituri, na República Democrática do Congo (RDC), para fazer face à segunda maior crise de fome no mundo, a seguir ao Iémen. Há 13 milhões de pessoas em situação de insegurança alimentar e o país enfrenta ainda uma epidemia de ébola e vários confrontos étnicos. as pessoas estão a morrer de fome, ou a subnutrição é tão grande que acabam morrendo, declarou o porta-voz do PaM, Hervé Verhoosel, sublinhando que a situação tem piorado devido ao aumento dos confrontos entre pastores Hema e agricultores Lendu, ao surto de ébola, ao aumento dos preços dos alimentos, à falta de rendimento e acesso a uma dieta variada e aos danos nas plantações causados por insetos e epidemias de doenças. Segundo o responsável, os confrontos étnicos estão a acontecer na época das colheitas, onde os recém-deslocados tiveram que fugir de suas casas em aldeias rurais com muito pouco ou nada. Muitas vítimas desse aumento da violência estão subnutridas e foram forçadas a mudar-se inúmeras vezes e a procurar segurança nos centros urbanos e no mato, adiantou. O alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (aCNUR) estima que a violência entre grupos étnicos tenha causado o deslocamento de 300 mil pessoas desde junho. Cerca de 7,5 mil pessoas cruzaram a fronteira para o Uganda, através do Lago albert. Por outro lado, as províncias de Kivu do Norte e Ituri também enfrentam o pior surto de ébola no país, que já provocou a morte a mais de 1. 500 pessoas.