O mês de junho foi o mais quente de sempre no velho continente, com uma temperatura média de dois graus centígrados acima do normal. Especialistas alertam que este tipo de cenário vai tornar-se mais frequente, prolongado e intenso
O mês de junho foi o mais quente de sempre no velho continente, com uma temperatura média de dois graus centígrados acima do normal. Especialistas alertam que este tipo de cenário vai tornar-se mais frequente, prolongado e intenso Uma onda de calor precoce e excecionalmente intensa estabeleceu novos recordes de temperatura na Europa, um cenário que faz prever eventos deste tipo mais frequentes, prolongados e intensos, uma vez que as concentrações de gases de efeito estufa levam a um aumento das temperaturas globais, revelam os especialistas da Organização Meteorológica Mundial (OMM). Segundo um estudo elaborado por cientistas da World Weather attribution, cada onda de calor que ocorre na Europa hoje é mais provável e mais intensa pela mudança climática induzida pelo homem. Os especialistas referem ainda que as ondas de calor estão a ocorrer pelo menos 10 vezes com mais frequência do que há um século. O Centro Europeu de Previsão Meteorológica de Médio Prazo informou que os cinco dias de temperaturas excecionalmente altas foram seguidos de dias com temperaturas recordes mais a leste na Europa. Isso levou o mês como um todo a ficar em torno de 1ºC acima do recorde anterior de junho, estabelecido em 1999, e cerca de 1ºC acima do esperado nas últimas décadas. a França registou um novo recorde nacional de temperatura de 45,9 º C em Gallargues-le-Montueux em 28 de junho e duas outras estações de observação também relataram temperaturas acima de 45ºC. Essa terá sido a primeira vez no registo moderno que esta temperatura foi ultrapassada. a onda de calor na Europa segue episódios extremos de calor na austrália, na Índia, no Paquistão e em partes do Médio Oriente em 2019, pelo que a expectativa é de que o verão no Hemisfério Norte tenha mais episódios do tipo. a OMM alerta que os eventos de calor matam milhares de pessoas todos os anos e frequentemente desencadeiam eventos secundários, como incêndios florestais e falhas nas redes elétricas.