O ano passado, apenas 92,4 pessoas que pediram asilo foram recolocadas em 25 países. agência das Nações Unidas apresenta estratégia para aumentar número de beneficiários até 2028
O ano passado, apenas 92,4 pessoas que pediram asilo foram recolocadas em 25 países. agência das Nações Unidas apresenta estratégia para aumentar número de beneficiários até 2028 as novas estimativas do alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (aCNUR) indicam que mais de 1,44 milhões de pessoas que pediram abrigo em mais de 60 países vão precisar de reassentamento em 2020. O ano passado, apenas 92,4 mil refugiados foram recolocados, em 25 países. a a esmagadora maioria (84 por cento) dos refugiados do mundo estão hospedados em regiões em desenvolvimento que enfrentam os seus próprios desafios económicos e de desenvolvimento e cujas populações podem viver abaixo da linha de pobreza. Tem que haver uma divisão mais equitativa das responsabilidades pelas crises globais, pelo que é urgente que os países avancem e reassentem mais refugiados, afirma o líder do aCNUR. Segundo Filippo Grandi, a história mostrou que, com um forte senso de propósito, os Estados podem unir-se para responder coletivamente às crises de refugiados e ajudar milhões a alcançar a segurança, encontrar casas e construir futuros em novas comunidades. Neste sentido, a agência e seus parceiros apresentaram esta semana uma Estratégia de Três anos sobre Reassentamento e Caminhos Complementares, para 2019-2021, cujo objetivo é aumentar o número de lugares de reassentamento e a disponibilidade de caminhos complementares para admissão, assim como expandir o número de países que oferecem recolocação. a iniciativa representa uma oportunidade única para traduzir as aspirações de maior solidariedade e partilha de responsabilidades em resultados tangíveis na forma de soluções para os refugiados, adianta Grandi, explicando que com este projeto, até 2028, três milhões de refugiados possam beneficiar de proteção e soluções eficazes através de reassentamento em 50 países. atualmente, a região do leste e nordeste de África é onde se encontram as maiores necessidades de reassentamento, quase 450 mil pessoas. Segue-se a Turquia, 420 mil, o Médio Oriente e Norte da África, 250 mil, e a região central de África e região dos Grandes Lagos, onde quase 165 mil pessoas precisam de um novo local para viver.