Plataforma de apoio aos direitos dos povos indígenas estima que cerca de 10 mil garimpeiros estão em território do povo yanomami, encorajados pelo discurso anti-indigenista do Presidente Jair Bolsonaro
Plataforma de apoio aos direitos dos povos indígenas estima que cerca de 10 mil garimpeiros estão em território do povo yanomami, encorajados pelo discurso anti-indigenista do Presidente Jair Bolsonaro Depois de uma longa campanha internacional que culminou com a demarcação da terra indígena que ficou conhecida como Parque Yanomami, o território ocupado por uma das tribos mais emblemáticas da amazónia, está de novo sob ameaça dos garimpeiros, que além de destruírem e poluírem o meio ambiente, são veículo de doenças para as quais os indígenas não estão preparados. Segundo informações reveladas recentemente pela Survival Internacional, uma plataforma de defesa dos povos indígenas, a Terra Indígena ocupada pelos yanomami, entre Brasil e Venezuela, está a ser invadida por garimpeiros, estimando-se, que neste momento, estejam cerca de 10 mil forasteiros em território protegido. Testemunhos recolhidos pelos líderes indígenas dão conta que os garimpeiros estão a construir acampamentos e pistas de aterragem, a apenas alguns quilómetros das comunidades isoladas, encorajados pelo discurso do Presidente Bolsonaro que apoia a invasão de terras e os ataques aos povos indígenas. O racismo do Presidente Bolsonaro tem consequências trágicas – e a corrida ao ouro em curso no norte do país é apenas uma delas. Está devastando o povo yanomami, que foi atacado e massacrado há 30 anos, durante a última febre do ouro na região. Bolsonaro está satisfeito em ver as pessoas morrer e a floresta a ser destruída – apenas o clamor público do Brasil e do mundo pode detê-lo, declarou o diretor da Survival Internacional, Stephen Corry. a comunidade yanomami tem cerca de 35. 000 elementos que se distribuem pelos dois lados da fronteira entre Brasil e Venezuela. Cerca de 20 por cento da população yanomami do lado brasileiro morreu de doenças transmitidas pelos garimpeiros durante a corrida ao ouro no final da década de 1980 e começo dos anos 90.