Movimentos de defesa das pessoas portadoras de albinismo apelam a novas iniciativas governamentais para a sua inclusão nas políticas sociais públicas, na Política nacional de ação social e no cadastro social único
Movimentos de defesa das pessoas portadoras de albinismo apelam a novas iniciativas governamentais para a sua inclusão nas políticas sociais públicas, na Política nacional de ação social e no cadastro social único O Movimento Pro-albino de angola (MPaa) e a associação de apoio aos albinos de angola (4as) uniram as suas vozes e reivindicaram mais políticas governamentais para a integração de pessoas portadoras de albinismo e mais apoio para as famílias, com a criação de um fundo que possa complementar o esforço dos agregados familiares. a criação de um fundo para complementar a iniciativa das próprias famílias é fundamental, afirmou o líder da 4as, Daniel Vapor, reconhecendo o esforço do Ministério da Saúde em benefício das pessoas com albinismo e o apoio à causa demonstrado por entidades empresariais e diversas individualidades nacionais e internacionais. Já Guilherme Santos, do MPaa, defendeu que o Programa Nacional de Combate à Pobreza e a municipalização da ação social deviam ser instrumentos de políticas públicas concretas para inclusão social dos albinos afetados por fatores de vulnerabilidade. Citada pela agência Lusa, a secretária de Estado dos Direitos Humanos, ana Celeste Januário, considerou que angola tem todos os instrumentos legais para elaboração das políticas de proteção e apoio às pessoas com albinismo, como a Constituição da República e vários outros diplomas que garantem a inclusão social. Pensamos que são instrumentos importantes para ajudar na elaboração das políticas do Estado relativamente às pessoas com albinismo. Outras referências podem ser a lei relativa as pessoas com deficiência, as lei das acessibilidades, as diferentes legislações e programas quer sejam de saúde como de inclusão de todos, adiantou a governante. Em relação ao problema da discriminação, outra das preocupações manifestadas pelos responsáveis do setor da ação social, a secretária de Estado da Família e Promoção da Mulher, Ruth Mixinji, chamou a atenção para importância de se desenvolver um trabalho conjunto, uma vez que nalgumas circunstâncias a discriminação é promovida no seio familiar. Se não trabalharmos na defesa e proteção dos direitos das crianças que vivem com albinismo, em particular, não estaremos a garantir que elas possam exercer as suas atividades para construção de uma angola próspera e coesa, sublinhou Mixinji.