Responsáveis políticos desafiados a apostar no diálogo como meio para a resolução dos conflitos, que geram violência e insegurança, em especial nas zonas fronteiriças
Responsáveis políticos desafiados a apostar no diálogo como meio para a resolução dos conflitos, que geram violência e insegurança, em especial nas zonas fronteiriçasUma vez mais preocupa-nos o ativismo dos grupos armados e a insegurança nas zonas fronteiriças entre os nossos países, afirmam os bispos do Burundi, República Democrática do Congo (RDC) e Ruanda, numa declaração conjunta publicada no final da XIII assembleia Plenária da associação de Conferências Episcopais da África Central (aCEaC). Esta situação continua a causar inúmeras vítimas e a migração das populações. Sentimo-nos próximos de todas as vítimas de violência, da injustiça e do ébola e incentivamos os responsáveis políticos a desenvolver o diálogo como meio para a resolução dos conflitos, refere o documento, citado pela agência Fides. Tendo em conta que o acompanhamento dos atores políticos na promoção do Estado de direito faz parte da missão da Igreja, os bispos decidiram integrar a Doutrina Social da Igreja na formação dos futuros sacerdotes e recomendar o desenvolvimento de programas estruturados e sistemáticos para a duração da formação. O objetivo é reduzir o fosso entre a formação teórica recebida durante a formação e as necessidades práticas que os sacerdotes descrevem no cumprimento da sua missão, explicam os membros da aCEaC, reafirmando o seu compromisso com questões como a migração, os recursos naturais, o meio ambiente, a justiça, a paz, a reconciliação e a exploração dos recursos minerais.