Conselheiro Especial para a Prevenção do genocídio lamenta o aumento do extremismo a que se está a assistir a nível global e defende uma maior aposta na educação para combater o problema
Conselheiro Especial para a Prevenção do genocídio lamenta o aumento do extremismo a que se está a assistir a nível global e defende uma maior aposta na educação para combater o problemaO autor da Estratégia e Plano de ação das Nações Unidas contra o Discurso de Ódio, lançada este mês, não tem dúvidas quanto aos possíveis efeitos das retóricas inflamadas contra grupos étnicos ou religiosos: as palavras matam, assim como as balas. E todos temos de lembrar que crimes de ódio são precedidos por discursos de ódio. Numa entrevista à ONU News, adama Dieng alertou para o aumento do extremismo e da incitação ao ódio no mundo, lembrou os vários exemplos históricos de violações de direitos humanos que começaram com palavras de antipatia contra as minorias, e destacou a necessidade de investir na educação dos mais jovens para combater este tipo de incitação.com a subida do extremismo, seja na Europa, na Ásia, em toda a parte, quando se nota um número crescente de grupos neonazis, grupos neofascistas, e quando é observada a forma como os migrantes e refugiados estão sendo vilificados, é preciso fazer todos os esforços para abordar este discurso de ódio, salientou o Conselheiro Especial para a Prevenção do Genocídio. Segundo Dieng, o mundo não se pode esquecer que o genocídio dos tutsis no Ruanda começou com discursos de ódio, que o Holocausto não começou com as câmaras de gás, mas muito antes, com discursos de ódio e que o que é observado em Myanmar contra a população rohingya também começou com discurso de ódio. a forma de combater o problema, sugere o especialista, passa por mobilizar a juventude, usar o verbo para que se torne uma ferramenta para a paz, para o amor, para aumentar a coesão social e a harmonia no mundo, em vez de ser uma ferramenta para continuar a cometer genocídio e crimes contra a humanidade.