Prelados acusam o poder político de parecer estar sempre vinculado a uma Milícia e referem que a população está cansada da «hipocrisia» que caracteriza a assinatura dos diversos acordos de paz
Prelados acusam o poder político de parecer estar sempre vinculado a uma Milícia e referem que a população está cansada da «hipocrisia» que caracteriza a assinatura dos diversos acordos de paz Os bispos da República Centro-africana, reunidos em assembleia Plenária, emitiram uma mensagem onde condenam a atuação das várias milícias existentes no país, grupos que associam aos interesses políticos, quer do governo, quer da oposição. ao reler a história no nosso país, descobrimos que todo o regime político parece sempre ligado a uma milícia, acusam os bispos. Segundo fontes da imprensa local, citadas pela agência Fides, a milícia Les Requins foi fundada em janeiro passado por um núcleo duro ligado ao Presidente Faustin-archange Touadéra, para contra-atacar o Mouvement pour la Défense de la Nation – E Zingo Biani, que integra diferentes elementos da oposição. Estes dois novos grupos armados juntam-se aos 14 movimentos rebeldes que assinaram os acordos de paz em Cartum e Bangui, em fevereiro último. Pactos que, no entanto, são constantemente violados, de acordo com os bispos. a população está cansada da hipocrisia que caracteriza a assinatura dos diversos acordos que tiveram lugar no país. Uma vez assinados, estes acordos são imediatamente violados, denunciam os prelados. Na sua mensagem, os bispos sublinham que apesar do contexto ambíguo da assinatura do acordo de Cartum e do seu conteúdo, que não é unânime, este pacto poderia ser uma oportunidade para aliviar o sofrimento do povo centro-africano.