alta comissária para os Direitos Humanos apresentou Portugal como um exemplo a seguir no que se refere à inclusão de migrantes, através de uma Política migratória que classificou como «aberta e progressista»
alta comissária para os Direitos Humanos apresentou Portugal como um exemplo a seguir no que se refere à inclusão de migrantes, através de uma Política migratória que classificou como «aberta e progressista» a alta comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, classificou a política migratória portuguesa como aberta e progressista e convidou os Estados-membros a aprenderem com o exemplo da inclusão de migrantes em Portugal, no acesso à assistência social e ao mercado de trabalho. Na abertura da 41a sessão do Conselho de Direitos Humanos, esta segunda-feira, 24 de junho, em Genebra, na Suíça, Bachelet destacou o facto dos migrantes terem contribuído com mais de 510 milhões de euros para o sistema de segurança social português, em 2017. apesar das extensas campanhas de desinformação sobre o impacto supostamente danoso da migração nos países de destino, a atenção aos fatos indica que quando a dignidade e os direitos são respeitados, os migrantes podem ter forte contributo em economias fortes e sociedades bem-sucedidas, destacou a responsável. Convidada a participar numa conferência sobre políticas de drogas e redução dos seus efeitos, realizada recentemente em Lisboa, Bachelet disse ter constatado que a política migratória em Portugal visa oferecer aos migrantes um acesso fácil à assistência social e legal, encorajando-os a aceder ao mercado de trabalho. Neste sentido, defendeu que garantir que os migrantes sejam incluídos e integrados tem vários benefícios para as comunidades anfitriãs, incluindo as contribuições financeiras.