Intervenção de grupos armados e ataques de milícias não-estatais levaram ao encerramento dos estabelecimentos escolares, deixando 600 mil crianças sem acesso à educação
Intervenção de grupos armados e ataques de milícias não-estatais levaram ao encerramento dos estabelecimentos escolares, deixando 600 mil crianças sem acesso à educação a violência armada nos Camarões está a privar cerca de 600 mil crianças do acesso à educação e a deixar 1,3 milhões de pessoas em situação de insegurança alimentar, com necessidades de serviços básicos, como a saúde e água potável, denuncia o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF). as crianças e as suas famílias estão a fugir e a sofrer com a violência armada, ataques às suas casas e escolas, sequestro, violência sexual e recrutamento para grupos armados. Os bloqueios impostos pelos grupos armados estão a afetar a liberdade de movimento das pessoas e a entrega de assistência humanitária, especifica Toby Fricker, porta-voz da organização. Segundo o responsável, a proibição de acesso à educação por parte de grupos armados e os ataques de milícias não-estatais levaram ao encerramento de mais de 80 por cento das escolas, deixando cerca de 600 crianças sem aulas. Pelo menos 74 escolas foram destruídas e estudantes, professores e funcionários da escola foram expostos a atos como violência, rapto e intimidação. Desde 2018, mais de 300 alunos e professores foram sequestrados e libertados depois de passarem por experiências traumáticas. a crise arrasta-se há quase três anos na região anglófona, que reclama uma maior autonomia, e tem afetado também o funcionamento dos serviços básicos, como o sistema de saúde e os serviços de abastecimento de água potável. Estima-se, que em dezembro do ano passado, 40 por cento das unidades de saúde da região sudoeste não estavam a funcionar.