Bispo mexicano reclama uma estratégia migratória global que possa ir mais além do que a imposição de tarifas que provoque, como resposta imediata, a militarização das fronteiras ou o levantamento de muros
Bispo mexicano reclama uma estratégia migratória global que possa ir mais além do que a imposição de tarifas que provoque, como resposta imediata, a militarização das fronteiras ou o levantamento de muros O responsável pela Pastoral da Mobilidade Humana da Conferência Episcopal mexicana, José Torres Campos, denunciou esta semana a ausência de um sistema de coordenação da migração baseado nos direitos humanos a nível mundial, regional e nacional e da consequente crise de direitos humanos para os migrantes. a migração não pode ser vista como um problema, mas como uma oportunidade, sublinha o bispo. Num texto publicado a propósito do Dia Mundial dos Refugiados, o prelado apela à criação de uma estratégia migratória que possa ir mais além da imposição de tarifas que provoque como resposta imediata a militarização das fronteiras e o levantamento de muros, um plano que coloque o migrante no centro das medidas políticas e sociais, e em melhores condições para uma migração ordenada e segura. José Torres Campos exorta ainda a que se preste especial atenção aos grupos marginalizados que engrossam as caravanas e aos que movem estas grandes massas humanas enganado-as com falsas esperanças, e a ter em conta as pessoas desfavorecidas devido à condição de vulnerabilidade e deceção para a qual possam ter sido atraídas. Esta é um oportunidade para que a Igreja levante a sua voz por aqueles que não têm voz, e para que os governos desenvolvam ações que possam facilitar e favorecer o processo de asilo, assim como para assegurar os direitos humanos dos migrantes em geral, seguindo as recomendações do Santo Padre, conclui o bispo da Cidade Juárez, citado pela agência Fides.