Governador da província moçambicana de Manica anunciou a suspensão das atividades de empresas com capitais estrangeiros que exploram ouro, por não estarem a cumprir com a lei
Governador da província moçambicana de Manica anunciou a suspensão das atividades de empresas com capitais estrangeiros que exploram ouro, por não estarem a cumprir com a lei Vamos continuar a ser implacáveis para essas empresas: se não estão preparadas, vamos mandar fechar. Estes recursos não podem ser uma maldição. a responsabilidade social é uma questão de cumprimento da lei, não é um favor, afirmou esta semana o governador da província moçambicana de Manica, ao anunciar a suspensão das atividades de várias empresas mineiras de capitais chineses e sul-africanos, devido à poluição e por não ajudarem a acabar com a pobreza na área onde trabalham. Segundo Rodrigues alberto, continua a haver um contraste muito grande entre a intensidade da exploração de ouro e a pobreza que caracteriza a região, do que são exemplo as queixas da população relacionadas com a expropriação de campos agrícolas, poluição dos rios, degradação de estradas e falta de cumprimento de promessas de construção de escolas e centros de saúde por parte das mineradoras. Durante uma visita feita a várias mineradoras na região, o governador constatou que a contribuição para o desenvolvimento das comunidades era ínfima ou inexistente, e que vários rios estão poluídos com produtos tóxicos da atividade mineira, o que coloca em perigo a criação de gado e a agricultura, que são bases de subsistência da população. Que o negócio seja feito respeitando as comunidades locais, desenvolvendo-as e, acima de tudo, respeitando os valores mais elementares da conservação do meio ambiente, referiu Rodrigues alberto, assegurando que as autoridades estão a apertar o cerco às empresas que não cumprem com a lei.