Grupo de peritos em direitos humanos acusa alguns empregadores e organizações de quererem impedir o reconhecimento das condições de trabalho saudáveis como um direito fundamental
Grupo de peritos em direitos humanos acusa alguns empregadores e organizações de quererem impedir o reconhecimento das condições de trabalho saudáveis como um direito fundamental Milhões de trabalhadores em todo o mundo sofrem doenças e incapacidades devido a condições de trabalho inseguras e prejudiciais. Estima-se que, a cada ano, morrem prematuramente cerca de dois milhões de trabalhadores por causa de um ambiente laboral inseguro ou prejudicial, alertou recentemente um grupo de especialistas em direitos humanos, desafiando a Organização Internacional do Trabalho (OIT) a reconhecer e adotar as condições laborais seguras e saudáveis como um dos seus princípios fundamentais. Segundo os relatores, a organização já devia ter adotado esta medida há muito tempo, como um dos direitos no trabalho. O reconhecimento da OIT é essencial para ajudar a pôr fim à exploração dos trabalhadores que se veem forçados a eleger entre um salário e a sua saúde. Seria um tributo justo aos milhões que perderam a vida em resultado deste terrível dilema, sublinharam, em comunicado. Os Estados e as empresas têm expressado várias vezes o seu compromisso com os Princípios Guia das Nações Unidas sobre Empresas e Direitos Humanos, que incluem a obrigação e responsabilidade de proteger a saúde e seguranças dos trabalhadores. Neste contexto, os especialistas consideram deplorável que alguns empregadores e organizações tentem bloquear este reconhecimento, pondo em dúvida a solidez do compromisso do setor privado com o respeito pelos direitos humanos.