ativista foi morto a tiro na região sudeste do Pará, no Brasil. Rede Eclesial repudia atentado e lamenta a situação de insegurança que enfrentam os homens e mulheres do campo, sobretudo na região amazónica
ativista foi morto a tiro na região sudeste do Pará, no Brasil. Rede Eclesial repudia atentado e lamenta a situação de insegurança que enfrentam os homens e mulheres do campo, sobretudo na região amazónica a Rede Eclesia Pan-amazónica (REPaM) manifestou esta sexta-feira, 14 de junho, o seu repúdio pelo assassinato de Carlos Cabral Pereira, presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais (STR) de Rio Maria, no estado do Pará, no Brasil. O ativista foi atingido por quatro tiros disparados por dois homens que se deslocavam numa moto, ainda foi transportado ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos. É lamentável a situação enfrentada pelas lideranças nas diferentes frentes de atuação no campo, principalmente na região amazónica. Segundo dados do relatório Conflitos no Campo no Brasil 2018, da Comissão Pastoral da Terra, 49 por cento dos 1. 489 conflitos no campo no Brasil, ocorreram nesta região. E das 960. 630 pessoas envolvidas em conflitos, 62 por cento estão na amazónia Legal. O estado do Pará lidera os números de assassinatos e tentativas de homicídio, pode ler-se no comunicado da REPaM. Recordando que Carlos Pereira já tinha sido alvo de um atentado, em 1991, quando também havia sido baleado numa emboscada, os responsáveis da Rede Eclesial lamentam a continuidade dos casos de violência relacionados com os conflitos agrários e exigem ao poder público que tome as providências para a resolução do caso, com investigação ágil e isenta, bem como estabeleça políticas públicas em vista a garantir a proteção de tantos homens e mulheres que a cada dia têm suas vidas ameaçadas no campo.