População da província de Gaza, uma das mais atingidas pelo fenómeno, quer unir esforços para a erradicação dos casamentos forçados. Uniões causam danos na saúde das menores e põem em causa o seu futuro
População da província de Gaza, uma das mais atingidas pelo fenómeno, quer unir esforços para a erradicação dos casamentos forçados. Uniões causam danos na saúde das menores e põem em causa o seu futuro a associação de Informação Jurídica (JUS-MOZ) promoveu mais um encontro com a população para reforçar o combate aos casamentos precoces em Moçambique, e conseguiu unanimidade na população e nas organizações da sociedade civil de Nhachengue, na província de Gaza, no que se refere à necessidade da união de esforços para erradicação dos matrimónios forçados. Se uma criança em idade escolar deixa de ir à escola e se envolve maritalmente com uma outra pessoa, é o sonho dela que é limitado e, consequentemente, o sonho de um futuro melhor que também é amputado, afirmou o Chefe do Posto de Nhanchengue, Davisson Francisco Matias, criticando algumas famílias que continuam a influenciar as suas filhas adolescentes para aceitarem casar com homens adultos como forma de sobrevivência. Segundo o responsável, o número de casamentos prematuros tem vindo a reduzir fruto das políticas do governo e dos programas desenvolvidos pelas organizações da sociedade civil, mas existe ainda um árduo trabalho a fazer neste domínio. Há que continuar a educar as nossas crianças, os pais e toda comunidade em geral, sobre o impacto negativo que os casamentos prematuros trazem para a sociedade, realçou. Para Matias, só com o envolvimento de toda força viva da sociedade, pais, tios, as próprias vítimas, chefes dos quarteirões e das localidades, é que se pode combater este mal que tem interferido negativamente no desenvolvimento político, social e económico do país.