Entre os 31 países analisados por uma agência das Nações Unidas, Portugal foi um dos que obteve melhor classificação. Ficou ao nível da Suécia, Noruega, Islândia e Estónia
Entre os 31 países analisados por uma agência das Nações Unidas, Portugal foi um dos que obteve melhor classificação. Ficou ao nível da Suécia, Noruega, Islândia e Estónia Portugal é um dos países da União Europeia com melhores políticas voltadas para a família, segundo um relatório do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) publicado esta semana, que analisa fatores como a duração da licença parental com pagamento de salário completo e serviços de acolhimento, como escolas e creches, de crianças até aos seis anos de idade. a pesquisa incidiu sobre 31 países da União Europeia e da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) e, além de Portugal, a Suécia, Noruega, Islândia e Estónia, foram as nações melhor classificadas. Os países com a classificação mais baixa foram a Suíça, Grécia, Chipre, Reino Unido e Irlanda. Para Henrietta Fore, diretora executiva do UNICEF, não há tempo mais crítico para o desenvolvimento do cérebro das crianças, e para o seu futuro, do que os primeiros anos de vida, pelo que é necessário que os governos ajudem a fornecer aos pais o apoio de que precisam para criar um ambiente estimulante para os filhos pequenos, com o apoio do setor privado. Neste sentido, entre as várias orientações dadas no relatório, a agência da ONU sugere que os governos devem fornecer licença parental paga de pelo menos seis meses, permitir acesso a creches de alta qualidade e acessíveis e evitar uma lacuna entre o fim da licença parental e o início dos cuidados infantis a preços acessíveis. Os responsáveis do UNICEF defendem ainda que as mães devem ter a possibilidade de amamentar antes e depois do regresso ao trabalho, com intervalos garantidos e locais seguros para o fazer, e recomendam que sejam recolhidos mais e melhores dados sobre todos estes aspetos, para que os programas e políticas sejam acompanhados.