último balanço divulgado pelo Ministério da Saúde aponta para mais de 1. 300 mortos.organizações humanitárias destacadas no terreno suspeitam que o número real de vítimas é muito superior
último balanço divulgado pelo Ministério da Saúde aponta para mais de 1. 300 mortos.organizações humanitárias destacadas no terreno suspeitam que o número real de vítimas é muito superiorDesde o início da epidemia, declarada em agosto do ano passado, o vírus do ébola já matou pelo menos 1. 346 pessoas na República Democrática do Congo (RDC), segundo o último relatório do Ministério da Saúde local. Os dados revelam que foram identificados 2. 008 infetados, havendo ainda mais de 200 casos suspeitos em investigação. Em declarações às agências internacionais, os responsáveis da organização Médicos sem Fronteiras (MSF) alertaram, no entanto, que o número de casos poderá ser muito superior aos números oficiais. O número real de casos de ébola pode ser muito maior do que os números anunciados, porque os casos da comunidade não são reportados por falta de acesso de equipas de resposta, afirmaram os técnicos, explicando que metade das mortes pela doença ocorreu fora dos centros de tratamento, o que aumenta consideravelmente as hipóteses de contágio. a epidemia assola sobretudo as províncias de Kivu Norte e Ituri, no nordeste do país, onde atuam vários grupos armados e onde se têm registado ataques aos profissionais de saúde. Estes ataques, segundo a MSF, podem ter aumentado o número de pessoas infetadas pelo vírus e contribuem para que a população não procure atendimento nos centros especializados de tratamento, o que está a dificultar a contenção da doença.