Organizações responsáveis pela custódia dos menores não acompanhados que chegam à Holanda presumem que algumas crianças fugiram para ir ao encontro de familiares e outras acabaram em situações de exploração
Organizações responsáveis pela custódia dos menores não acompanhados que chegam à Holanda presumem que algumas crianças fugiram para ir ao encontro de familiares e outras acabaram em situações de exploração Nos últimos quatro anos e meio, mais de 1. 600 crianças requerentes de asilo desapareceram de diferentes centros de refugiados na Holanda, enquanto aguardavam pela resolução dos seus processos, informaram a organização Nidos, que tem a custódia de todos os menores não acompanhados no país, e a agência Central de acolhimento de Requerentes de asilo (COa). Segundo os responsáveis das duas agências, presume-se que algumas crianças fugiram dos centros para se reunirem com familiares ou amigos refugiados na alemanha, Bélgica ou França, enquanto outras podem ter terminado em situações de exploração, dada a sua vulnerabilidade e falta de acompanhamento. a maioria dos menores desaparecidos são provenientes de Marrocos (325), argélia (190) e afeganistão (167) e, por norma, têm poucas hipóteses de obter uma autorização de residência na Holanda, pois são naturais de países que podem ser considerados seguros. O desaparecimento de crianças migrantes na Europa verifica-se desde 2015 e a preocupação de entidades como a Europol é que ninguém sabe exatamente onde acabam estes menores, potenciais vítimas de trabalho forçado e prostituição ilegal. Em 2016, o então defensor holandês de crianças, Marc Dullaert, estimou que 20. 000 migrantes menores de idade desapareceram na Europa, advertindo que muitas dessas crianças acabam na exploração sexual ou forçadas a trabalhar.