Economista mexicano aponta o reforço do investimento na educação pública e em programas sociais como fundamental para impedir que a população mais vulnerável da américa Latina caia numa situação de pobreza
Economista mexicano aponta o reforço do investimento na educação pública e em programas sociais como fundamental para impedir que a população mais vulnerável da américa Latina caia numa situação de pobreza O racismo é um problema económico e, como tal, combatê-lo deveria ser prioridade para todos os governos, independentemente da sua orientação ideológica, alerta o economista mexicano, Luis Felipe López-Calva, defendendo a criação de cotas para as minorias, o investimento em educação pública, proteção e em programas sociais, para evitar que a população mais vulnerável da américa Latina seja atirada para a pobreza. Segundo o responsável, que é também diretor regional do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), o racismo gera segregação e isso tem um custo social e económico, pois se a pessoa está excluída do mercado de trabalho, não tem condições de contribuir para o crescimento económico, de gerar rendimentos para o seu lar, o que gera desigualdade económica e também falta de produtividade. Numa região considerada a mais desigual e violenta do mundo, como é a américa Latina, López-Calva aponta também a falta de oportunidades, principalmente entre os jovens, que os leva, por vezes, a enveredar por uma atividade ilegal, como forma de subsistência e sobrevivência.