Viagem de três dias ao país maioritariamente ortodoxo servirá para reforçar o diálogo ecuménico. João Paulo II esteve em território romeno há 20 anos, mas a visita limitou-se a Bucareste
Viagem de três dias ao país maioritariamente ortodoxo servirá para reforçar o diálogo ecuménico. João Paulo II esteve em território romeno há 20 anos, mas a visita limitou-se a Bucareste O Papa Francisco inicia esta sexta-feira, 31 de maio, uma visita de três dias à Roménia, e leva na bagagem uma mensagem de concórdia para o país ortodoxo, onde a minoria greco-católica tarda em superar os sofrimentos vividos na época comunista. a viagem apostólica ocorre 20 anos depois da visita de João Paulo II, o primeiro Pontífice a deslocar-se a um país ortodoxo desde o Grande Cisma do Oriente, em 1054. Francisco percorrerá uma boa parte da Roménia, uma nação com 20 milhões de habitantes, composta por um mosaico de religiões e línguas, e com 18 minorias reconhecidas oficialmente. Um dos grupos étnicos mais importante é o dos ciganos, que espera com impaciência a visita do Papa defensor dos pobres e discriminados. Um dos pontos altos da viagem será a missa ao ar livre, no sábado, numa região rural do centro-oeste, que é também a capital da minoria húngara. Mas de 100 mil pessoas já se registaram para assistir a esta celebração, no santuário mariano de Sumuleu Ciuc, um importante local de peregrinação católica. Vou como peregrino e irmão, afirmou Francisco num vídeo enviado à população e autoridades romenas, recordando os mártires dos tempos modernos, que, na sua opinião, são aqueles que sofreram, até ao ponto de oferecerem as suas vidas, uma herança demasiado valiosa para esquecer.