Organismo das Nações Unidas alerta para insegurança alimentar, casos de malária e disseminação do HIV
Organismo das Nações Unidas alerta para insegurança alimentar, casos de malária e disseminação do HIV Mais de dois meses depois da passagem do ciclone Idai em Moçambique, as consequências da catástrofe continuam a fazer sofrer a população. De acordo com o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de assuntos Humanitários (Ocha), a destruição de plantações e outros meios de subsistência leva a um risco do aumento da insegurança alimentar nos próximos meses, que poderá afetar muitos moçambicanos.
Outra das preocupações dos profissionais do Ocha está relacionada com o risco de doenças transmissíveis, que continua alto. Dados deste organismo das Nações Unidas mostram que o surto de cólera tem sido amplamente contido, inclusive devido ao sucesso da campanha de vacinação oral contra a doença.
Contudo, os casos de malária continuam a aumentar em Sofala, por exemplo, onde foram contabilizados 26. 788 casos da doença até à segunda semana de maio. a propagação do HIV também continua a ser um motivo de grande preocupação para as equipas que se encontram no terreno.
Segundo o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de assuntos Humanitários, depois da passagem do ciclone, mais de 1,62 milhão de pessoas receberam assistência alimentar nas províncias de Manica, Sofala, Tete e Zambézia, e cerca de 58 mil crianças foram beneficiadas com ações de educação.