O relator-geral do encontro convocado pelo Papa para defesa da floresta admite que alguns setores se sentem ameaçados. O governo de Jair Bolsonaro já teceu duras críticas à reunião sinodal
O relator-geral do encontro convocado pelo Papa para defesa da floresta admite que alguns setores se sentem ameaçados. O governo de Jair Bolsonaro já teceu duras críticas à reunião sinodal O Sínodo da amazónia, convocado pelo Papa para o próximo mês de outubro, está a gerar resistências e conceitos erróneos e alguns setores sentem-se ameaçados de alguma maneira, porque creem que os seus projetos e ideologias não serão respeitados, admitiu o relator-geral do encontro, o cardeal Cláudio Hummes. Numa entrevista a um revista italiana, o purpurado recordou as duras críticas feitas pelo governo do Presidente Jair Bolsonaro, pela forma como a Igreja quer preservar e defender a amazónia. Os interesses económicos e o paradigma tecnocrático são adversos a qualquer tentativa de mudar e eles estão prontos para se impor com força, violando os direitos fundamentais das populações no território e as normas de sustentabilidade e proteção da região amazónica, resumiu Hummes. a amazónia está pior do que se pensa. a sua riqueza está a ser destruída, está a ser empobrecida pelo tipo de desenvolvimento económico. O que acontece ali reflete o que acontece no mundo, acrescentou, por sua vez, o sacerdote argentino augusto Zampini, especialista em desenvolvimento. O cardeal Hummes destaca ainda que a evangelização dos povos indígenas deve apontar para despertar uma Igreja indígena para as comunidades indígenas, que devem poder expressar sua própria fé, através de sua cultura, identidade, história e espiritualidade. O Sínodo reunirá bispos de todo o mundo no Vaticano, entre 6 e 27 de outubro.