Mulheres não sabem como alimentar os filhos, não têm um teto para os abrigar e nem sequer sabem se o bebé vai nascer saudável. agência da ONU está a reforçar a assistência obstétrica no terreno
Mulheres não sabem como alimentar os filhos, não têm um teto para os abrigar e nem sequer sabem se o bebé vai nascer saudável. agência da ONU está a reforçar a assistência obstétrica no terreno Nos próximos meses estima-se que cerca de 74 mil mulheres darão à luz nas áreas afetadas pelo ciclone Idai e 12 mil na região atingida pelo ciclone Kenneth, informa o Fundo das Nações Unidas para a População (UNFPa), adiantando que cerca de 15 por cento das mulheres grávidas podem desenvolver complicações potencialmente mortais durante emergências humanitárias. a agência está a trabalhar 24 horas por dia para garantir que a assistência obstétrica de emergência está disponível onde é mais necessária e evitar mortes maternas, mas alerta que estas mulheres não sabem como alimentar os filhos, não têm um teto sobre a cabeça e não sabem se o bebé vai nascer saudável, estando por isso sujeitas a uma luta inimaginável, emocional e física. Depois de Moçambique ter sido atingido por dois ciclones em seis semanas, o Escritório da Nações Unidas para assuntos Humanitários (OCHa) refere que a maioria dos deslocados são mulheres e crianças, que vivem em abrigos temporários em circunstâncias difíceis. Para fazer lhes prestar assistência, os parceiros humanitários pediram cerca de 250 milhões de euros à comunidade internacional, mas até agora apenas receberam 34 por cento da verba.