O prémio «írvore da vida», no valor de dois mil euros, foi atribuído a filme que apresenta uma «história de perseverança e disponibilidade»
O prémio «írvore da vida», no valor de dois mil euros, foi atribuído a filme que apresenta uma «história de perseverança e disponibilidade» a película Invisível herói, da realizadora Cristéle Alves Meira, venceu o prémio Árvore da vida, concedido pelo Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura a uma obra selecionada para a “Competição nacional” do festival de cinema “IndieLisboa”. O jurado ficou impressionado pela forma comovedora e corajosa como o protagonista concretiza a vida que pensou, sem abdicar da sua dimensão de sonho, revelando que é na procura que se dá o encontro com o outro, acompanhado pela dimensão musical da vida.
Com uma duração de 27 minutos, a obra premiada é o fruto de uma produção luso-francesa do atual ano civil, conta a história de Duarte, com 50 anos de idade, cego, que procura pelas ruas da capital portuguesa Leandro, um amigo originário de Cabo Verde, que desapareceu sem deixar rasto, e a quem pretende entregar uma música que criou, conforme explica a sinopse da obra.
apesar do calor do verão de Lisboa, Duarte caminha quilómetros na sua vizinhança, mas ninguém parece tê-lo visto, nem se lembra dele. a sua busca acabará por levá-lo ao coração da noite e a revelar o seu segredo, lê-se no texto de apresentação, citado pelo Secretariado Nacional da Educação Cristã. a história de perseverança e disponibilidade, entre o facto e a ficção, que ganha vida através de Duarte Pina e Lucilia Raimundo, estará também presente na Semana da Crítica do Festival de Cannes, no sul de França.
O prémio Árvore da vida tem o valor de dois mil euros, e é atribuído ao autor de um filme que dê relevo a valores espirituais e humanistas, apresentando também qualidades cinematográficas. Entre os jurados estiveram Inês Gil, cineasta e docente de Cinema, Inês Espada Vieira, professora e investigadora de Estudos de Cultura da Universidade Católica, e Vítor GonçAlves, sacerdote ligado à Pastoral da Cultura do patriarcado de Lisboa.
O jurado concedeu também uma menção honrosa a a minha avó trelototó, de Catarina Ruivo, um documentário com sabor a ficção, que aborda questões universais como a memória, o envelhecimento, as relações familiares, a partir de uma história profundamente pessoal, refere a declaração justificativa.
Como filmar uma ausência? Este é um filme feito de muitos tempos e registos que constroem um universo onde cartas, fotografias, memórias e os vídeos de telemóvel dão corpo a um fantasma doce, aponta o resumo do trabalho de 173 minutos, realizado no último ano e interpretado por Rita Durão, Júlio Ruivo, ausenda Vital, José Coelho e Graça Bastos, que venceu também o prémio allianz para melhor longa metragem nacional. Os trabalhos premiados no festival “IndieLisboa” foram conhecidos no último sábado, 11 de maio, na Culturgest, em Lisboa.