Numa mensagem dirigida ao povo brasileiro, os membros da Conferência Nacional de Bispos do Brasil acusam o executivo de estar a ignorar as políticas sociais e a favorecer o aumento das desigualdades
Numa mensagem dirigida ao povo brasileiro, os membros da Conferência Nacional de Bispos do Brasil acusam o executivo de estar a ignorar as políticas sociais e a favorecer o aumento das desigualdadesOs bispos do Brasil, que estão reunidos em assembleia Plenária, divulgaram uma mensagem dirigida ao povo brasileiro, onde alertam que a opção do governo por um liberalismo exacerbado e perverso está a ignorar as políticas sociais, a favorecer o aumento das desigualdades e a concentração de rendimentos em níveis intoleráveis, tornando os ricos mais ricos à custa dos pobres cada vez mais pobres. a crise ética, política, económica e cultural tem se aprofundado cada vez mais no Brasil. a corrupção, classificada pelo Papa Francisco como um “cancro social” profundamente radicada em inúmeras estruturas do país, é uma das causas da pobreza e da exclusão social na medida em que desvia recursos que poderiam se destinar ao investimento na educação, na saúde e na assistência social, caminho de superação da atual crise. a eficácia do combate à corrupção passa também por uma mudança de mentalidade que leve a pessoa compreender que seu valor não está no ter, mas no ser e que sua vida se mede não por sua capacidade de consumir, mas de partilhar, refere o documento. Na mensagem, os bispos chamam ainda a atenção para os graves problemas vividos pela população devido à chaga social do desemprego, que continua a aumentar, e à violência, que chega a atingir índices insuportáveis. aos nossos ouvidos de pastores chega o choro das mães que enterram seus filhos jovens assassinados, das famílias que perdem seus entes queridos e de todas as vítimas de um sistema que instrumentaliza e desumaniza as pessoas, dominadas pela indiferença. O feminicídio, o submundo das prisões e a criminalização daqueles que defendem os direitos humanos reclamam vigorosas ações em favor da vida e da dignidade humana, sublinham os prelados.