agravamento dos conflitos e a existência de crises prolongadas colocaram 52 milhões de pessoas em situação de subnutrição crónica. Mais de dois terços vivem em países afetados por confrontos
agravamento dos conflitos e a existência de crises prolongadas colocaram 52 milhões de pessoas em situação de subnutrição crónica. Mais de dois terços vivem em países afetados por confrontos O mais recente relatório sobre o Panorama Regional de Segurança alimentar e Nutricional, elaborado pela Organização das Nações Unidas para agricultura e alimentação (FaO), revela que a fome continua a aumentar na região do Médio Oriente e Norte de África, com o agravamento dos conflitos e as crises prolongadas que acontecem desde 2011. O documento destaca que 52 milhões de pessoas sofrem de subnutrição crónica na região, sendo os conflitos armados a principal causa da fome. Mais de dois terços das pessoas que carecem de alimentação adequada vivem em países afetados por confrontos e são as mais propensas a sofrer de nanismo e desnutrição. Segundo o diretor-geral adjunto da FaO, abdessalam Ould ahmed, os conflitos e a instabilidade civil têm efeitos duradouros sobre a segurança alimentar nos países diretamente afetados e seus vizinhos, pois provocam mudanças na alimentação e na produção de gado, alteram a disponibilidade de alimentos, o crescimento populacional e a escassez de recursos naturais. O relatório indica ainda que é preciso aumentar os esforços para promover o emprego rural, estimulando o crescimento nessas áreas. as outras recomendações incluem reduzir a diferença entre áreas urbanas e rurais, melhorar a produtividade agrícola, a infraestrutura e os serviços rurais.