Iniciativa visa reforçar a cooperação internacional e a partilha de informações entre Estados-membros sobre viagens feitas por suspeitos de terrorismo. Em dois anos, estima-se que mais de 40 mil pessoas viajaram para se juntar a grupos terroristas
Iniciativa visa reforçar a cooperação internacional e a partilha de informações entre Estados-membros sobre viagens feitas por suspeitos de terrorismo. Em dois anos, estima-se que mais de 40 mil pessoas viajaram para se juntar a grupos terroristas as Nações Unidas lançaram esta semana um Programa de Combate ao Terrorismo que tem como principal objetivo o reforço da cooperação internacional e a expansão das redes multilaterais de partilha de informações entre países sobre as viagens feitas por agentes terroristas. Na sessão de lançamento deste projeto, o secretário-geral da ONU, antónio Guterres, recordou que os mais recentes ataques no Quénia, na Nova Zelândia e no Sri Lanka, entre outros, são trágicos lembretes do alcance global do flagelo do terrorismo e um sinal de que esta ameaça está em constante evolução. Estima-se que, nos últimos dois anos, mais de 40 mil combatentes terroristas estrangeiros, de mais de 110 países, possam ter viajado para se juntar a grupos terroristas na Síria e no Iraque.com a derrota do grupo Estado Islâmico, muitos terroristas tentam regressar a casa ou procurar refúgio noutras partes do mundo, o que pode constituir uma ameaça. Muitos são bem treinados e poderiam realizar futuros ataques terroristas e outros esperam radicalizar e recrutar novos seguidores para sua causa, alertou Guterres, sublinhando que para a ONU, detetar e parar esses terroristas e outros criminosos de alto risco é uma alta prioridade antes que efetuem um ataque à comunidade internacional. O programa ajudará os Estados-membros a reunir, processar e partilhar dados de viagem com outras autoridades nacionais e internacionais competentes, permitindo, ao mesmo tempo, a deteção e a interrupção do tráfico de pessoas e outras formas de crime organizado grave e a identificação mais rápida das suas vítimas, acrescentou o líder da ONU.