Estudo conjunto da Organização Internacional do Trabalho e agência Europeia de Investigação deteta grandes diferenças em relação ao número de horas semanais trabalhadas e às condições laborais
Estudo conjunto da Organização Internacional do Trabalho e agência Europeia de Investigação deteta grandes diferenças em relação ao número de horas semanais trabalhadas e às condições laborais Mais de metade dos trabalhadores a nível mundial estão expostos a riscos físicos nas mãos e braços, enquanto uma proporção inferior está sujeita a altas ou baixas temperaturas ou a fortes ruídos, conclui o mais recente estudo à qualidade do emprego elaborado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) e agência Europeia de Investigação (aEI). De acordo com os resultados apurados, o número de empregados que enfrentam uma carga de trabalho intensiva, com prazos apertados e um ritmo de trabalho intenso, é de quase um terço na União Europeia e de metade nos Estados Unidos da américa, El Salvador, Uruguai e Turquia. Na União Europeia, por exemplo, 15 por cento dos trabalhadores ultrapassam as 48 horas semanais, enquanto na China e Coreia esta cifra se eleva para 40 por cento, no Chile ascende a mais de 50 por cento, e na Turquia chega a ultrapassar os 60 por cento. além disso, em todos os países analisados pelo menos um em cada 10 trabalhadores labora no seu tempo livre. ao nível da formação, uma das premissas transversal e observada a nível global é que um menor nível de estudos comporta um menor acesso às oportunidades de evoluir profissionalmente e aumentar as competências. Neste domínio, os trabalhadores que mais ampliaram os seus conhecimento em ambiente laboral foram os da União Europeia, Estados Unidos e Uruguai, com uma percentagem que oscila entre os 72 e os 84 por cento. Outra constante verificada no estudo é que as mulheres auferem salários inferiores aos dos homens e a sua presença na parte inferior da distribuição de lucros é excessiva. as diferenças na qualidade de trabalho entre homens e mulheres resultam das múltiplas correlações entre os sistemas de bem-estar e familiar, das estruturas do mercado laboral, dos tipos de vida centrados no género e na divisão do trabalho remunerado e não remunerado, adiantam os autores da análise.