Em pouco menos de um mês, o número de vítimas mortais aumentou mais de 50 por cento. Surto é já o maior e o mais letal da história do país e a atuação dos profissionais de saúde tem sido dificultado pela insegurança
Em pouco menos de um mês, o número de vítimas mortais aumentou mais de 50 por cento. Surto é já o maior e o mais letal da história do país e a atuação dos profissionais de saúde tem sido dificultado pela insegurança Os dados atualizados divulgados pelo Ministério da Saúde da República Democrática do Congo (RDC) indicam que, desde agosto de 2018, já morreram 970 pessoas com o vírus de ébola no nordeste do país, naquela que é já considerado o maior e mais letal surto da doença na nação africana. O controlo da epidemia tem sido dificultado pela recusa de algumas comunidades em receber tratamento e devido à insegurança na região atingida, onde operam numerosos grupos armados, e o número de novas infeções e mortes fora dos centros de tratamento está a aumentar de forma preocupante. Recentemente, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e outras instituições, como os Médicos Sem Fronteiras (MSF), foram forçadas a paralisar algumas de suas atividades em áreas como Butembo – um dos principais pontos ativos do vírus – devido a ataques a seus centros. No mais grave desses ataques morreu o epidemiologista congolês Richard Mouzoko, que havia sido enviado pela OMS para Butembo para ajudar a controlar a epidemia.