Numa mensagem dedicada ao Dia do Trabalhador, membros de dois organismos de trabalhadores cristãos pedem um compromisso com a dignidade humana e com a sustentabilidade do planeta
Numa mensagem dedicada ao Dia do Trabalhador, membros de dois organismos de trabalhadores cristãos pedem um compromisso com a dignidade humana e com a sustentabilidade do planeta a Europa necessita de uma legislação global para um salário mínimo digno nos seus diferentes países, e as empresas que operam à escala mundial devem estar obrigadas a aplicar os direitos laborais e as normas de salário mínimo nas suas cadeias de produção, defendem os membros da Liga Operária Católica, Movimento de Trabalhadores Cristãos (LOC/MTC) e do Movimento Mundial de Trabalhadores Cristãos (MMTC), numa mensagem para o Dia do Trabalhador, assinalado esta quarta-feira, 1 de maio.
Exigimos um salário mínimo justo e sustentável na Europa e em todo o mundo. Há que pôr fim à exploração dos seres humanos e da nossa mãe terra. a paz, o progresso e a justiça social para todos, só serão possíveis se forem alcançados os objetivos para o desenvolvimento sustentável em todo o mundo. Não há paz sem desenvolvimento sustentável e sem justiça, frisam os signatários do documento, exortando ao compromisso com a dignidade humana e com a sustentabilidade.
Os subscritores lamentam o facto dos 100 anos da Organização Internacional do Trabalho (OIT) não terem levado aos trabalhadores de todo o mundo os direitos sociais e laborais estipulados pelas normas da OIT. Milhões de pessoas veem-se privadas dos direitos laborais e humanos fundamentais; não podem constituir comissões de trabalhadores nas empresas nem podem organizar-se para se defender. O desenvolvimento rumo à paz, o progresso e a justiça social só é possível se todos os países do mundo ratificarem essas normas da OIT. Exigimos a aplicação global dos direitos laborais de acordo com a OIT.
Os membros do LOC/MTC e MMTC lamentam ainda o facto de milhões de pessoas em todo o mundo não conseguirem um trabalho para se alimentarem a si e às suas famílias. a mecanização, a automação e a digitalização não devem levar à exclusão de milhões de pessoas. a exploração dos recursos causa danos irreparáveis e condições de trabalho desumanas. a digitalização da economia conduz a condições laborais precárias. Em todo o mundo, 60 por cento dos trabalhadores estão empregados no setor informal: sem segurança social, sem direitos laborais e com salários baixos.
Os elementos de ambos os organismos de trabalhadores cristãos alertam para o facto do trabalho das condições laborais continuarem a causar danos na saúde e a morte, e realçam que o trabalho digno exige condições de saúde e que este deve assegurar ao trabalhador um meio de vida com dignidade.