Grupo de militares reuniu-se na base de La Carlota, a leste de Caracas, em protesto contra o Presidente Nicolás Maduro. líder da assembleia Nacional e auto-proclamado Presidente desafiou as Forças armadas a juntarem-se ao movimento
Grupo de militares reuniu-se na base de La Carlota, a leste de Caracas, em protesto contra o Presidente Nicolás Maduro. líder da assembleia Nacional e auto-proclamado Presidente desafiou as Forças armadas a juntarem-se ao movimentoEstá em marcha uma revolta militar na Venezuela que pode desencadear um golpe de Estado e a destituição do Presidente Nicolás Maduro. O líder da oposição e auto-proclamado Presidente, Juan Guaidó, está junto dos militares dissidentes e já apelou aos restantes elementos das Forças armadas que se unam ao movimento. Têm sido anos de medo. Hoje vencemos esse medo. Hoje, como Presidente encarregado da Venezuela, legítimo comandante em chefe das Forças armadas, convoco todos os soldados () a acompanhar-nos neste feito no âmbito da Constituição, no âmbito da luta não violenta, afirmou Guaidó. O clima nas ruas de Caracas está tenso e o governo de Maduro já reagiu, afirmando que está a enfrentar um golpe de Estado, por parte de um reduzido grupo de militares que estará a ser neutralizado. Informamos o povo da Venezuela que neste momento estamos a enfrentar e desativar um reduzido grupo de militares traidores que se posicionaram no Distribuidor altamira (leste de Caracas), para promover um golpe de Estado contra a Constituição e a paz da República, anunciou o ministro venezuelano de Comunicação e Informação na sua conta do Twitter. O secretário de Estado das Comunidades, José Luís Carneiro, está a acompanhar o evoluir da situação e aconselhou a comunidade portuguesa e lusodescendente residente na Venezuela a adotar medidas de segurança e comportamentos prudentes nas próximas horas, face à situação que se vive no país. O governante, que cancelou uma visita ao Canadá devido à situação na Venezuela, adiantou à agência Lusa que o governo português está a acompanhar os acontecimentos, sendo para já prematuro pronunciar-se em qualquer dos sentidos, tendo em conta a escassa informação que existe. Por precaução, foram pré-ativados os mecanismos de apoio aos portugueses e lusodescendentes, mas até ao final da manhã não tinha chegado às autoridades qualquer pedido de ajuda, adiantou o ministro dos Negócios Estrangeiros, augusto Santos Silva, que se encontra na China a acompanhar acompanhar a visita do Presidente Marcelo Rebelo de Sousa.