Os agricultores das províncias de Manica e Sofala, as mais afetadas pelo ciclone Idai, estão a receber sementes de feijão e milho para recuperarem as culturas destruídas pela intempérie
Os agricultores das províncias de Manica e Sofala, as mais afetadas pelo ciclone Idai, estão a receber sementes de feijão e milho para recuperarem as culturas destruídas pela intempérie a Organização das Nações Unidas para a alimentação e agricultura (FaO) iniciou esta semana a distribuição de 180 toneladas de sementes de feijão e milho nas províncias de Manica e Sofala, as mais afetadas pelo ciclone Idai. Estima-se que a tempestade destruiu entre 500 a 600 mil hectares de culturas diversas. Segundo dados da organização, parte significativa da área de cultivo ficou inundada em vésperas da colheita de milho e soja, tendo sido as províncias de Sofala e Manica, que contribuem com 25 por cento da produção nacional, as mais prejudicadas. Neste momento que as águas já baixaram, é crucial que o governo, a FaO e os seus parceiros entrem em ação rapidamente, explicou Olman Serrano, representante da organização em Moçambique, adiantando que a urgência em distribuir as sementes visa permitir aos agricultores a plantação da segunda campanha, que se inicia este mês abril. O ciclone Idai, que devastou parte da costa do sudoeste africano a 14 e 15 de março, deixou mais de 900 mortos em Moçambique, no Zimbabwe e no Malawi. Só em Moçambique, segundo dados do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC), a passagem do ciclone provocou pelo menos 598 mortos e 1. 641 feridos.